A observabilidade é definida como o modo pelo qual os engenheiros conseguem inferir os estados internos de um sistema usando o conhecimento das saídas externas dele.
Observabilidade proporciona a engenheiros uma abordagem proativa para analisar e otimizar seus sistemas com base nos dados que ela gera. Plataformas de observabilidade proporcionam um meio centralizado de coletar, armazenar, analisar, visualizar logs, métricas, e traces para proporcionar uma visão em tempo real conectada de todos os dados operacionais em seu sistema de software, assim como a flexibilidade de fazer perguntas sobre seus aplicativos e infraestrutura para entender o comportamento do sistema e chegar às respostas de que você precisa para melhorar o desempenho do sistema.
Assim que os engenheiros de sistema entendem como melhor aproveitar as vantagens de cada ferramenta de observabilidade, eles podem definir como coletar dados de vários endpoints e serviços em um ambiente com várias nuvens. A plataforma de observabilidade então fornece a análise e visualização de que os engenheiros precisam para os insights.
Os endpoints podem incluir data centers, internet das coisas (IoT), hardware de borda, software e componentes de infraestrutura de nuvem, como contêineres, ferramentas de código aberto e microsserviços. A plataforma de observabilidade revela o que está ocorrendo em toda a frota de serviços, software e componentes de hardware, ajudando os engenheiros a resolverem problemas e otimizar os sistemas de forma proativa e com eficiência.
As ferramentas de observabilidade capacitam engenheiros e desenvolvedores a criarem melhores experiências aos clientes, apesar da crescente complexidade das operações digitais.
Com a observabilidade, você pode:
Há uma diferença entre observabilidade e monitoramento de aplicações (APM). Para entender a diferença entre os dois, é preciso entender realmente as falhas nos sistemas de “monitoramento tradicional”.
Enquanto o monitoramento de aplicações (APM) fornece informações adequadas sobre as infraestruturas legadas, a observabilidade leva o monitoramento para um novo nível de insights, capacitando as equipes de TI e DevOps a gerenciar, entregar e otimizar sistemas complexos.
O monitoramento de aplicações (APM) presume que você tem uma ideia de o que pode estar saindo errado, assim você pode monitorar aspectos do sistema e receber alertas de possíveis problemas, tais como largura de banda de rede limitada. Isso geralmente significa pré-configurar os dashboards para reunir dados de touchpoints limitados e alertas sobre possíveis problemas no desempenho. Entretanto, com sistemas mais complexos, é difícil prever quais problemas você encontrará. Por exemplo, ambientes nativos na nuvem são dinâmicos e complexos. DevOps apresenta novos possíveis pontos desconhecidos à medida que as versões de software são aceleradas.
Com a observabilidade, as equipes devem instrumentalizar totalmente o ambiente e o software para fornecer dados ricos que podem ser analisados e investigados de diversas maneiras, o que não necessariamente se espera ou nem é mesmo possível com antecedência. Os dados de observabilidade se originam não só de métricas, eventos, logs e traces, mas podem incluir informações mais ricas, como metadados, comportamento do usuário, topologia de rede e mapeamento, bem como acesso a detalhes no nível do código.
Com dados ricos e uma plataforma de observabilidade inteligente, as equipes de TI e DevOps podem investigar e explorar as causas dos problemas com flexibilidade, indo além do tradicional.
A observabilidade não elimina a necessidade de monitoramento. O monitoramento apenas se torna uma das técnicas usadas para alcançar a observabilidade.
Pense deste modo: a observabilidade (substantivo) é a abordagem do quanto você entende seu sistema complexo. Monitorar (verbo) é uma ação que você realiza para ajudar nessa abordagem.
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